O javali grita, as mordidas que arrancam a sua carne o deixam totalmente em desespero. As duas leoas seguem, seus focinhos se encharcam de sangue, suas garras seguram a presa. Depois de dias tentando, agora deu certo. A fome é um imperativo, não um capricho.
O javali respira ofegante, de algum modo sabe que não haverá socorro, é a vida naquele ambiente. Completos de lágrima, seus olhos veem, pela última vez, o céu. E tudo é apenas uma refeição. No mesmo ato a vida e a morte.