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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

A Aridez do Medo

Eu nunca lhe disse nada. Nunca lhe dirigi palavra. Anos e anos, ela passa aqui em frente, mas não tenho coragem. Acompanhei seus romances, começo, meio e fim. Participei deles, estranhamente. Sentia assim. E quantas vezes, na prudência dos lábios, longe dos outros, pronunciei seu nome: Suzana! E isso, esse nome em minha boca e sua imagem passando na rua são as únicas coisas "dela" de que me apossei. Mais nada. Semeio o que sinto na aridez do medo.