Não fui eu quem pulou naquele rio, nunca fiz isso. Não me arrependo. Ao menos, inteiramente, não. É que eu era uma criança obediente, bom filho. Lembro-me de minha mãe me orientar. E obedecia. Mas hoje, às vezes, penso no peso do que não fiz. Que peso tem?
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
A Aridez do Medo
Eu nunca lhe disse nada. Nunca lhe dirigi palavra. Anos e anos, ela passa aqui em frente, mas não tenho coragem. Acompanhei seus romances, começo, meio e fim. Participei deles, estranhamente. Sentia assim. E quantas vezes, na prudência dos lábios, longe dos outros, pronunciei seu nome: Suzana! E isso, esse nome em minha boca e sua imagem passando na rua são as únicas coisas "dela" de que me apossei. Mais nada. Semeio o que sinto na aridez do medo.
O Último Instante da Esperança
Não fui eu! E mais não sei dizer!
Ouviu-se isto, para, em seguida, ficarem os olhares a se perscrutarem, mutuamente, numa investigação cismada e sem certeza de que chegaria a um resultado. Ali, dada a circunstância, já era o julgamento de Ari. De seu rosto corria um suor grosso, quente, como se estivesse vindo do fundo de sua alma. Agora, em silêncio, esperava, mas não tinha esperança.
O Que Sentimos
O que sentimos é real, não podemos fingir. Mas muito do que sentimos são pressões internas que, talvez, possam ser contidas, evitadas, redirecionadas, já que, na medida em que não realizam o melhor em nós e por nós, são ilusões. Ilusões que nos fazem mal. É difícil lidar com isso.
A Bem de Pensar Bem
Nem sempre pensamos bem. A bem de pensar bem, o título deste blog, considera isto: a vontade de pensar direitinho, com racionalidade e sensibilidade, com honestidade e suficiente ânimo, com prudência e atenção. Para que se possa evitar o erro e chegar a resultados satisfatórios.
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